“Influenciador” Gabriel Asafe vai responder na Justiça por três crimes contra este blogueiro
Nunca movi ação contra ninguém. Pelo contrário, sou constantemente acionado por políticos que não sabem conviver com o jogo democrático. Mas como mentira tem pernas curtas, orientei Siqueira Júnior, o Siqueirinha, advogado do blog, a entrar com um processo criminal contra o influenciador Gabriel Asafe, suspeito de integrar uma rede digital de difusão de ataques contra adversários da governadora Raquel Lyra (PSD).
Ele vai responder perante a Justiça por calúnia, injúria e difamação. A queixa-crime pede a condenação do acusado com agravamento de pena pela associação entre esses três crimes e o pagamento de indenização. O processo tramita na 19ª Vara Criminal da Capital.
Segundo a ação, Asafe insinuou que tenho relações com uma construtora que mantém contratos ativos com a Prefeitura do Recife e que, por isso, teria passado a publicar notícias negativas contra a governadora Raquel Lyra, que deve tentar a reeleição em 2026 em posição de desvantagem contra o prefeito do Recife, João Campos (PSB).
Ainda na postagem, feita em 25 de agosto deste ano e reproduzida por outras páginas que atacam jornalistas e políticos, o influenciador indicou haver indícios de corrupção me envolvendo, imputando crime e incorrendo em evidente calúnia.
Ainda na queixa-crime, minha defesa diz que “o querelante [autor da ação] não possui família com construtora” e “repudiou, veementemente, a calúnia” de que seus familiares teriam recebido R$ 50 milhões para “defender os governos do PSB”. A peça também reforça a minha sólida reputação no “meio jornalístico nacional, credibilidade que já possibilitou entrevistas conduzidas por mim junto a personalidades de diversos campos ideológicos, a exemplo do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), do atual vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB), de ministros, senadores e deputados.
A denúncia, por fim, defende que a atribuição da pecha “de corrupto” e de “recebedor de dinheiro público através do favorecimento de supostos ‘familiares’” é uma calúnia que “merece responsabilização penal”. Se aceita pela Justiça, a ação passará à fase de ouvida do denunciado e de testemunhas.
