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Lula diz que preço dos combustíveis deve subir com guerra no Oriente Médio

O presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse, nesta segunda-feira (09), que está “profundamente preocupado” com a escalada nas tensões e conflitos no Oriente Médio, e que, por conta da guerra na região, o preço dos combustíveis deve subir “em todos os países do mundo”.

“Por conta da guerra do Irã, o preço do combustível já está subindo em quase todo o mundo, e deve subir em todos os países”, disse Lula.

Segundo o presidente, o momento é de “profunda preocupação” com o aumento das hostilidades no Oriente Médio – desde o ataque dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, as agressões têm escalado e envolvido também outros países da região, como Catar, Emirados Árabes Unidos e o Líbano. As informações são da CNN.

“Esses conflitos produzem efeitos sobre a cadeia de energia e alimentos”, destacou Lula.

A declaração do presidente foi feita no Palácio do Planalto, durante cerimônia da visita de Estado do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa. O presidente brasileiro também defendeu maior preparação militar dos países e falou em uma possível parceria para a exploração de minerais críticos e terras raras nos dois territórios.

Um ponto que tem feito parte do planejamento brasileiro em relação a esses minérios é de que o Brasil não atue apenas como exportador das matérias-primas – apesar de o governo estar aberto a tais negociações com outros países. A ideia do Planalto é que o processo de industrialização desses recursos ocorra no Brasil, para agregar valor à produção industrial nacional.

Petróleo em alta

A incerteza quanto ao futuro da guerra entre Irã e Estados Unidos (com a participação de Israel) tem pressionado os mercados pelo mundo e causado reações tanto de investidores quanto de governos.

China, Coreia do Sul e Japão já adotaram planos de emergência para tentarem proteger suas economias da alta no preço do petróleo.

Nesta segunda-feira (09), as bolsas de valores da Europa fecharam em queda, ainda muito pressionadas pelo forte salto dos valores do petróleo em meio à escalada da guerra no Oriente Médio. O movimento de aversão ao risco dominou os mercados desde o início do pregão.