IMPACTO DE OBRAS NA MOBILIDADE URBANA PREOCUPA A COMPESA

Foto 1 (1) Foto 1 Foto 2 (1) Foto 2 Foto 3O grande volume de obras e serviços que a Compesa está realizando na Região Metropolitana do Recife têm preocupado a companhia em virtude do impacto dessas intervenções na mobilidade das cidades. Esse sentimento foi externado hoje pelo presidente da Compesa, Roberto Tavares, em debate sobre o Programa Cidade Saneada, a PPP do Saneamento, realizado na Comissão de Mobilidade Urbana da Assembléia Legislativa de Pernambuco. A audiência atendeu à convocação do presidente da comissão, o deputado Sílvio Costa Filho. O dirigente da estatal esclareceu as linhas centrais do projeto, um investimento de R$ 4,5  bilhões, e falou das ações já realizadas no Plano de 100 dias do programa.

O presidente Roberto Tavares reconheceu  a interferência das obras realizadas no trânsito, mas ressaltou que a companhia tem dialogado com as prefeituras e os órgãos de trânsito dos municípios para atuação de forma integrada nessas ações, visando reduzir os transtornos advindos das obras.

“Não há como realizar obras de saneamento sem abertura de valas e intervenções em vias movimentadas. São transtornos  passageiros. O que devemos lembrar é o benefício à saúde e à qualidade de vida da população”, argumentou.

Ele explicou ainda que o Programa Cidade Saneada está sendo executado em parceria com a Foz para realização dos serviços de operação, manutenção, obras de ampliação e elaboração de projetos de esgotamento sanitário para 14 municípios da RMR  e a cidade de Goiana, na Mata Norte. No prazo de 12 anos, esses municípios terão 90% de coleta e tratamento de esgotos, beneficiando 3,7 milhões de pessoas.

Outro ponto destacado pelo presidente da Compesa foi a questão da reposição de pavimento em intervenções de esgoto, sejam obras planejadas ou serviços de manutenção. Segundo ele, o modelo de gestão da parceria público-privada estabelece que toda a recuperação do asfalto seja realizada pela Foz, a  contratada da Compesa.  Essa sistemática é bem diferente do modelo atual, onde a Compesa faz os serviços de manutenção nas vias e as prefeituras, onde há convênios de cooperação técnica, são responsáveis pela pavimentação.

Nas obras planejadas, a responsabilidade desses serviços é da empresa contratada pela companhia. “O  único parceiro privado para as questões de esgotamento sanitário será responsável por todos os serviços. Isso vai ajudar a Compesa a exigir mais agilidade na prestação e qualidade dos serviços”, afirmou.

Além da realização das obras necessárias para ampliar e implantar  a cobertura dos serviços de esgotamento sanitário nesses municípios, o Programa Cidade Saneamento tem como meta agilizar a execução dos serviços de manutenção. Para isso, equipes estão trabalhando 24 horas por dia, atuando de forma preventiva e corretiva em todos os sistemas de esgoto existentes. "Equipes estão atuando  no horário noturno, período de menor fluxo de veículos nas vias, reduzindo o impacto negativo na mobilidade".

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