OPERAÇÃO SANGRIA INVESTIGA DESVIOS DE RECURSOS DA SAÚDE E LAVAGEM DE DINHEIRO EM CONDADO
A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, na manhã desta terça-feira (25), a Operação de Repressão Qualificada “Sangria”, a 63ª operação do tipo realizada pela corporação em 2026. A ação tem como objetivo desarticular uma organização criminosa suspeita de envolvimento em crimes de peculato, corrupção passiva e lavagem de capitais.
A operação é conduzida pela 2ª Delegacia de Combate à Corrupção (2ª DECCOR), unidade do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), sob a presidência dos delegados Vanessa Bastos e Paulo Vitor Rodrigues.
As investigações foram iniciadas em maio deste ano e apontaram possíveis irregularidades relacionadas a um Termo de Cooperação firmado entre o Município de Condado e o Instituto Reviver Brasil (IRB) para a prestação de serviços de saúde.
Segundo a Polícia Civil, entre 2022 e 2024, foram identificados indícios de recebimento de recursos públicos repassados ao instituto sem a devida comprovação da prestação dos serviços correspondentes.
A investigação também apontou movimentações financeiras consideradas atípicas, com características que podem indicar lavagem de dinheiro. Além disso, os policiais identificaram elementos que sugerem que parte dos recursos e da estrutura do instituto teria sido utilizada para promoção de agentes públicos.
Durante a operação desta terça-feira, estão sendo cumpridos oito mandados de busca e apreensão domiciliar, além de ordens judiciais para bloqueio de ativos financeiros. As medidas foram expedidas pelo Juízo da Vara Única da Comarca de Condado.
As investigações contaram com o apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (DINTEL), do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PE) e da Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento das Organizações Criminosas.
A Polícia Civil informou que as diligências seguem com o objetivo de reunir provas e identificar todos os envolvidos no esquema investigado.
