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Pernambuco mira a China: o salto possível da indústria e dos serviços rumo ao mercado global

A internacionalização da economia pernambucana começa a ganhar espaço no debate sobre desenvolvimento econômico do Estado. A cerca de 30 dias de navegação marítima da China, Pernambuco reúne estrutura produtiva, polo tecnológico e capacidade acadêmica apontados como fatores estratégicos para ampliar a inserção no mercado internacional. Para especialistas da área, o avanço depende de investimentos em qualificação técnica, tecnologia, infraestrutura e planejamento voltado à exportação.

A advogada aduaneira Anna Dolores destaca que a formação técnica e a internacionalização do polo tecnológico pernambucano são pontos centrais nesse processo. Segundo ela, a reforma tributária também tende a tornar a exportação mais vantajosa para empresas brasileiras. “Devemos calçar as sandálias da humildade e entender que precisamos estudar para vender para mercados internacionais”, afirmou. Entre os setores citados com potencial de crescimento estão têxtil, agronegócio, tecnologia, frutas, carnes, lácteos, cachaça e gesso.

A infraestrutura logística aparece como um dos principais desafios para ampliar a competitividade pernambucana. Atualmente, Suape é o único terminal refrigerado e alfandegado do Estado, enquanto rotas diretas da China já operam em Salvador. A criação de Zonas de Processamento de Exportação (ZPEs), a transição energética e a conclusão da Transnordestina até Petrolina também são apontadas como medidas estratégicas para ampliar exportações e atrair investimentos. Instituições como Exporta PE, ApexBrasil, Sebrae e Instituto Confúcio integram a rede de apoio ao setor exportador em Pernambuco.