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Carne suína acumula queda de 37% na origem, mas varejo mantém preços altos e até reajusta cortes

O preço do suíno pago ao produtor registrou uma queda acentuada nos últimos meses, mas o alívio financeiro ainda não impactou diretamente o bolso do consumidor. Dados do Mercado Mineiro apontam que o valor de referência do quilo do suíno caiu 11,67% em apenas um mês, acumulando uma retração de 37,65% desde janeiro. Apesar da forte desvalorização na origem, os preços praticados no varejo mantiveram-se praticamente estáveis no mesmo período.

Uma pesquisa realizada na Região Metropolitana de Belo Horizonte revelou que diversos cortes populares chegaram a ficar mais caros entre julho e agosto. A costelinha suína, por exemplo, apresentou uma alta de 1,96%, enquanto a copa-lombo subiu 1,83%. Em contrapartida, reduções pontuais foram registradas apenas em itens específicos, como a orelha suína (-3,85%), o toucinho comum (-3,62%) e o pé suíno (-1,30%).

A disparidade entre os custos de produção e os preços nas prateleiras evidencia que o repasse do desconto ao cliente final não ocorre de forma proporcional. Segundo analistas do setor, uma adequação nos preços do varejo seria fundamental para incentivar o consumo da carne suína, aumentando sua competitividade frente às carnes bovina e de frango no mercado.